terça-feira, 2 de outubro de 2018

GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 14

A 13ª coletânea de Renault Gordini (e também Dauphine) personalizados reúne modelos que eu nunca havia visto, como o personalizado pelo francês Gérin - foto ao lado e mais 4 abaixo.
Preservando apenas a cabine e as 4 portas, o "esportivo" possui uma frente bicuda e o estepe fica bem na extremidade dianteira, deitado.
Quanto à parte traseira, tudo indica que sofreu pouca ou nenhuma alteração.
Se alguém tiver fotos da traseira, por gentileza, envie para aeferreira@hotmail.com .
Abaixo, um Dauphine ou Gordini Hatch, artesanal. Alguém sabe quem é o autor da proeza e seu atual dono?
Abaixo, mais alguns Dauphines e Gordinis cabriolet (conversível):

Abaixo, o exótico Dauphine modelo "ambulância" (modelo real e miniaturas):
Para finalizar, Dauphine esportivo com teto rebaixado e apenas 2 portas:
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sábado, 15 de setembro de 2018

Dauphine e Gordini - detalhes que até hoje surpreendem - III

Os Dauphines/Gordinis são simples, na essência, mas os engenheiros deram os braços aos designers quando decidiram "dar à luz" ao simpático carrinho. Ou seja, não bastava um carro ser bem construído tecnicamente se visualmente ele não cativasse. A indústria automobilística coleciona inúmeros casos de projetos bem concebidos com resultados desastrosos.  Em alguns casos a culpa é do marketing deficiente, mas às vezes é dos desenhistas, que não conseguiam "vestir" o produto de uma forma que o consumidor desejasse muito possui-lo.
Quando o Ford Corcel foi lançado no Brasil, em 1968, ele era o resultado de um projeto genuinamente  Renault, com "pitadas Ford" e estilo ao gosto do brasileiro. Visualmente ele foi mais bem sucedido que modelo R12 lançado na França e em diversos países. Na mesma época a Volkswagen lançou o sedan 1600 4 portas (e que o mercado logo apelidou de "Zé-do-Caixão"), mas a marca alemã apregoava uma "beleza" que o modelo definitivamente não possuía. Deveriam ter insistido em suas qualidades mecânicas, mas como convencer os consumidores que carro com 4 portas era "seguro", se ela vivia dizendo o contrário até 1968, quando os últimos Gordinis foram produzidos em nosso país? 
Curiosamente, só o Gordini possuía travas ocultas nas portas traseiras...

MACACO DO GORDINI
Pesquisando aqui e ali na internet e em inúmeras revistas, finalmente consegui obter nada menos que 3 fotos do "macaco original" do Gordini em seu nicho, no cofre do motor.
Em algumas fotos do meu rico acervo, há diversos tipos de macaco ("sanfona" e até "jacaré"), mas que não são os originais de fábrica.
Se você está restaurando um Dauphine ou Gordini e pretende manter o máximo de originalidade possível, encontrará na foto acima e nas duas fotos abaixo uma boa referência quando for garimpar na internet e nos ferros-velhos em busca de um:
XIIII.... A BATERIA ARRIOU...
O carrinho foi concebido na Europa e no inverno as temperaturas normalmente despencam abaixo de zero. Com isso as baterias tendiam a descarregar mais depressa. Para que as pessoas não tivessem que empurrar os carros pelas ruas (nem sempre isso é possível), existe a opção de se dar a partida com auxílio de uma manivela. Essa manivela fica alojada na parede corta-fogo do porta-malas, na direção do painel de instrumentos. 
No para-choque traseiro há um furinho na parte central justamente para que a manivela seja inserida e encaixe direto no motor de arranque.
No youtube há um filminho mostrando como se faz para dar a partida num Gordini com o uso de manivela:https://www.youtube.com/watch?v=YX0veTTqHUo
PROTETORES DE FAROL
O Brasil de 60 anos atrás não tinha tantas rodovias asfaltadas, e nas cidades menores predominava o chão de terra batido ou de areia e cascalho. Nas cidades grandes, nas ruas mais próximas ao centro, o paralelepípedo era a "última moda". Assim, era alta a probabilidade de que uma pedrinha ou um objeto qualquer da rua fosse lançado nos faróis do seu carro pelo deslocamento do veículo à frente. Para proteger seu "patrimônio" havia um interessante acessório, muito usado pelos Fuscas e Kombis, mas que "faziam bonito" nos Dauphines e Gordinis: os protetores de farol - que podiam ser em aço inox ou outro metal com revestimento cromado. 
Até que davam um aspecto de "carro de rallye" bem interessante ao sedanzinho, não?

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domingo, 2 de setembro de 2018

DAUPHINE E GORDINI - FIM DE LINHA OU UM LONGO RECOMEÇO (PARTE 2)

A primeira vez que publiquei matéria com esse tema foi em http://blogdogordini.blogspot.com/2018/03/dauphine-e-gordini-fim-de-linha-ou-um.html

Nesta segunda coletânea é mais fácil deduzir que a maioria dos carros em lastimáveis condições acabou tomando o rumo dos ferros-velhos e desmanches e, de lá, para as siderúrgicas. 

No Brasil, infelizmente nossos carros pioneiros foram sistematicamente destruídos à medida em que as novas gerações ganhavam as ruas. Mas alguns poucos tiveram (e ainda tem) melhor sorte e são restaurados. 

Aqueles que conseguem "devolver a vida" a um Gordini ou Dauphine merecem nosso respeito e admiração; afinal, é quase impossível conseguir certas peças, principalmente as de acabamento (frisos, borrachas, calotas etc.) e muitas delas acabam sendo reproduzidas artesanalmente.

É difícil encontrar um Dauphine ou Gordini com todas as suas características originais, mas os exemplares sobreviventes permitem às novas gerações conhecer melhor as suas linhas, detalhes de estilo e de acabamento.
 Abaixo, detalhes de algumas restaurações
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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Dauphine e Gordini - detalhes que até hoje surpreendem - II

O Dauphine (e suas variantes Gordini, 1093 etc.) tem um desenho até hoje cativante e soluções muito ousadas para um compacto popular, como por exemplo as travas nas portas traseiras que impediam as crianças de abrirem as portas com o carro em movimento. 
Essa outra trava, que aparece na foto ao lado, impedia que alguém de fora "mal intencionado" abrisse a porta traseira com o carro parado no semáforo, por exemplo.  
A Volkswagen dizia que não produzia carros com 4 portas em nome da "segurança", mas no fim dos anos 60 ela mudou de ideia quando lançou no mercado brasileiro o sedan 1600 4 portas ("Zé-do-Caixão"), que não tinha as criativas travas de segurança do Dauphine/Gordini, e sim pinos que ficavam expostos nas portas, rentes ao vidros...
O quebra-vento das portas dianteiras tem calha na parte inferior que impede a entrada de água no interior do veículo.
Para acessar o estepe, já sabemos que não é preciso retirar as malas e ela não ficarão sujas quando o pneu furado for colocado no lugar do pneu-estepe. É que basta puxar um botão que fica na extremidade esquerda no cofre dianteiro, e é liberada a portinhola que dá acesso ao pneu. E por aí vai...
A primeira vez que reuni algumas fotos de "detalhes que até hoje surpreendem" você confere aqui: http://blogdogordini.blogspot.com/2017/09/dauphine-e-gordini-detalhes-que-ate.html
Agora compartilho com vocês mais algumas fotos, a começar pelo bagageiro de teto (dificilmente encontro fotos atuais de Dauphines e Gordinis com esse acessório:
 
Outro acessório interessante é a "dentadura de baiano" (abaixo) sobre as saídas de ar no painel traseiro...
Nas fotos abaixo, me surpreendi com os para-choque traseiros com "poleiro" elevado e enormes garras cromadas:
E o que me dizem de "guelras" no capô dianteiro (abaixo)? O exemplar abaixo foi customizado (ou seja, esse detalhe não é original do carro) e ficou bem "atrevido", não?
Para finalizar, fotos das grelhas que canalizam o ar que escorre pelas laterais do carro para o cofre traseiro, diretamente para o radiador (este fica posicionado após o encosto do banco traseiro e não rente ao para-choque traseiro). O painel externo da porta traseira tem a porção inferior suavemente inclinada para dentro, solução que impede o vidro traseiro descer, mas que permite a refrigeração do motor pela tal grelha...
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GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 27

Desta vez consegui reunir 3 exemplares de Dauphine e Gordini conversíveis, com a opção de 2 e 4 portas. Qual o seu favorito?