terça-feira, 19 de junho de 2018

DESENHOS E CHARGES DE DAUPHINES E GORDINIS - PARTE 4


A divulgação desta quarta coletânea de desenhos e charges de Dauphines e Gordinis somente foi possível graças à internet e, em especial, ao "São Google".
Ainda não existe no Brasil uma legião tão expressiva de fãs dos carrinhos que resultem em muitos desenhos e charges, ao contrário do que acontece na Europa e até mesmo nos Estados Unidos. Basta pesquisar na internet e constatar o que estou dizendo. 
Então se você possui desenhos ou charges e quiser compartilhar aqui, basta enviar-me mensagem para aeferreira@hotmail.com e anexar os desenhos para futura divulgação .
Quanto às três outras divulgações anteriormente feitas neste blog, você pode acessar mais rapidamente clicando nos links abaixo:
 

 CLIQUE NAS IMAGENS ABAIXO PARA AMPLIÁ-LAS
 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

DAUPHINES E GORDINIS NA PISTA

Paixões à parte, quando se pensa num Dauphine ou um Gordini, muitos pensamentos vêm à mente: "estiloso", "rodar macio", "econômico"... e também "delicado". 
Essa delicadeza dizia menos respeito às linhas equilibradas e graciosas e mais ao fato de o carrinho ser mais frágil e menos robusto que o rival VW Fusca.
Concebido para ruas europeias e clima menos severo que o nosso tropical, aqui o Dauphine e o Gordini penaram nas ruas de paralelepípedo e de terra, e no pouco asfalto que encontraram nos anos 60.
Os brasileiros também não são muito chegados a fazer manutenção preventiva, e no caso dos Dauphine/Gordini, deixavam de lado coisas simples, como calibrar corretamente os pneus (conforme o recomendado pela fábrica, 13 libras nos pneus dianteiros e 18 libras nos traseiros). Muitos acidentes e "sustos" ocorreram por culpa de pneus descalibrados.
Numa época em que os radiadores não eram selados, era recomendável conferir-se diariamente o nível da água do motor. Às vezes uma mangueira rachada ou uma tampa com defeito impediam a correta pressurização do sistema de refrigeração. Quando os painéis ao lado do radiador estragavam, alguns mecânicos simplesmente os removiam. Com isso, o ar fresco que entrava pelas grelhas das portas traseiras não era canalizado para o radiador e "fugia" para o cofre traseiro, o que favorecia o superaquecimento.
Muitos proprietários e mecânicos usavam qualquer água para abastecer o radiador (e nunca se lembravam de esgotar o sistema para retirar a sujeira acumulada por meses). Com o tempo a sujeira acumulada acabava entupindo as varetas internas do radiador ...    
Suportando um calor de lascar, engarrafamentos e manutenção deficiente, os carrinhos mal cuidados tendiam ao superaquecimento e desgastavam precocemente suspensões, freios ou embreagem pela manutenção deficiente desses componentes.
Quando vemos fotos de um Dauphine ou de um Gordini numa pista de corrida, como o modelo ao lado, nossa primeira reação é sorrir e depois imaginar as inúmeras modificações mecânicas escondidas sob a carroceria.
Com certeza os carrinhos recebem reforços estruturais para suportar os (muitos) cavalos-extras de mecânicas mais modernas, transmissões mais robustas, freios mais eficientes, pneus mais largos e esportivos e toda sorte de melhoramentos que os modelos originais sequer sonhavam - afinal, não foram projetados para serem "velozes e furiosos".
Confira abaixo uma seleção de Dauphines e Gordinis desenvolvidos para as pistas:
 

terça-feira, 22 de maio de 2018

DAUPHINES EM CUBA - PARTE 1

Cuba é um país rico em tradições e a ruptura com o capitalismo - especialmente o norteamericano - gera paradoxos como o fato de o país manter em circulação a maior frota de "banheiras ianques" dos anos 50. Claro, a maioria está profundamente modificada e (incrivelmente) adaptada nas partes mecânicas, embora o visual conserve muitos traços com os modelos que lhes deram origem.
No caso do simpático francesinho da Renault (Dauphine), confesso que não sabia que alguns exemplares sobreviviam na ilha, e menos ainda que continuam circulando - sabe-se lá com que motores, câmbios, freios, suspensões, amortecedores...
Abaixo, uma série de Dauphines personalizados. Alguns só denunciam a origem quando observarmos detalhes difíceis (e caros) de se modificar, como capota e laterais.
CLIQUE NAS IMAGENS ACIMA PARA AMPLIÁ-LAS

segunda-feira, 7 de maio de 2018

GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 12

O Gordini foi um irmão "mais potente e luxuoso" que o Dauphine que lhe deu origem. Além do melhor acabamento, o Gordini tinha motor mais potente e câmbio de 4 marchas.
Produzido aqui pela Willys Overland do Brasil, sob licença, o pequeno Renault não evoluiu tanto quanto devia porque a licença concedida impedia mudanças substanciais no projeto. Foi uma pena e muito provavelmente a causa do seu fracasso no mercado nacional, pois o rival Fusca, da Volkswagen, recebia permanentes atualizações sem mexer radicalmente em suas formas básicas.
Como se pode notar, o marketing da Willys era muito criativo, e enfatizava algumas das muitas qualidades que o carrinho possuía - como, por exemplo, o reduzido raio de giro.

Nos EUA o Gordini chegou a dar origem a uma versão elétrica! Confira essa matéria que publiquei neste blog em http://blogdogordini.blogspot.com.br/2016/08/henney-kilowatt-o-dauphine-eletrico_52.html

Quando a Volkswagen ofereceu como opcional o teto solar no Fusca, o máximo que obteve foi o apelido "Cornowagen" que inviabilizou a proposta. Mas nos EUA - e só lá - o Gordini foi oferecido com teto solar retrátil de fábrica.  
O Gordini era um carro compacto e nem de longe poderia concorrer no segmento de carros de luxo. Mas ainda assim chegou a ser oferecido um kit continental posicionando o estepe na traseira. Estranho, sem dúvida, mas o modelo chama a atenção e o exemplar abaixo encontra-se no Brasil. Confira e deixe sua opinião.

Para finalizar, a "cereja do bolo": um Dauphine utilizado pela Polícia! A viatura deve ter sido utilizada em perseguição a fugitivos pilotando Fuscas 1.100 ou 1.200, Citroën 2 CV, Gogo Mobil, Isettas e outros carrinhos com motor mais fraco...

GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 27

Desta vez consegui reunir 3 exemplares de Dauphine e Gordini conversíveis, com a opção de 2 e 4 portas. Qual o seu favorito?