segunda-feira, 4 de junho de 2018

DAUPHINES E GORDINIS NA PISTA

Paixões à parte, quando se pensa num Dauphine ou um Gordini, muitos pensamentos vêm à mente: "estiloso", "rodar macio", "econômico"... e também "delicado". 
Essa delicadeza dizia menos respeito às linhas equilibradas e graciosas e mais ao fato de o carrinho ser mais frágil e menos robusto que o rival VW Fusca.
Concebido para ruas europeias e clima menos severo que o nosso tropical, aqui o Dauphine e o Gordini penaram nas ruas de paralelepípedo e de terra, e no pouco asfalto que encontraram nos anos 60.
Os brasileiros também não são muito chegados a fazer manutenção preventiva, e no caso dos Dauphine/Gordini, deixavam de lado coisas simples, como calibrar corretamente os pneus (conforme o recomendado pela fábrica, 13 libras nos pneus dianteiros e 18 libras nos traseiros). Muitos acidentes e "sustos" ocorreram por culpa de pneus descalibrados.
Numa época em que os radiadores não eram selados, era recomendável conferir-se diariamente o nível da água do motor. Às vezes uma mangueira rachada ou uma tampa com defeito impediam a correta pressurização do sistema de refrigeração. Quando os painéis ao lado do radiador estragavam, alguns mecânicos simplesmente os removiam. Com isso, o ar fresco que entrava pelas grelhas das portas traseiras não era canalizado para o radiador e "fugia" para o cofre traseiro, o que favorecia o superaquecimento.
Muitos proprietários e mecânicos usavam qualquer água para abastecer o radiador (e nunca se lembravam de esgotar o sistema para retirar a sujeira acumulada por meses). Com o tempo a sujeira acumulada acabava entupindo as varetas internas do radiador ...    
Suportando um calor de lascar, engarrafamentos e manutenção deficiente, os carrinhos mal cuidados tendiam ao superaquecimento e desgastavam precocemente suspensões, freios ou embreagem pela manutenção deficiente desses componentes.
Quando vemos fotos de um Dauphine ou de um Gordini numa pista de corrida, como o modelo ao lado, nossa primeira reação é sorrir e depois imaginar as inúmeras modificações mecânicas escondidas sob a carroceria.
Com certeza os carrinhos recebem reforços estruturais para suportar os (muitos) cavalos-extras de mecânicas mais modernas, transmissões mais robustas, freios mais eficientes, pneus mais largos e esportivos e toda sorte de melhoramentos que os modelos originais sequer sonhavam - afinal, não foram projetados para serem "velozes e furiosos".
Confira abaixo uma seleção de Dauphines e Gordinis desenvolvidos para as pistas:
 

terça-feira, 22 de maio de 2018

DAUPHINES EM CUBA - PARTE 1

Cuba é um país rico em tradições e a ruptura com o capitalismo - especialmente o norteamericano - gera paradoxos como o fato de o país manter em circulação a maior frota de "banheiras ianques" dos anos 50. Claro, a maioria está profundamente modificada e (incrivelmente) adaptada nas partes mecânicas, embora o visual conserve muitos traços com os modelos que lhes deram origem.
No caso do simpático francesinho da Renault (Dauphine), confesso que não sabia que alguns exemplares sobreviviam na ilha, e menos ainda que continuam circulando - sabe-se lá com que motores, câmbios, freios, suspensões, amortecedores...
Abaixo, uma série de Dauphines personalizados. Alguns só denunciam a origem quando observarmos detalhes difíceis (e caros) de se modificar, como capota e laterais.
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segunda-feira, 7 de maio de 2018

GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 12

O Gordini foi um irmão "mais potente e luxuoso" que o Dauphine que lhe deu origem. Além do melhor acabamento, o Gordini tinha motor mais potente e câmbio de 4 marchas.
Produzido aqui pela Willys Overland do Brasil, sob licença, o pequeno Renault não evoluiu tanto quanto devia porque a licença concedida impedia mudanças substanciais no projeto. Foi uma pena e muito provavelmente a causa do seu fracasso no mercado nacional, pois o rival Fusca, da Volkswagen, recebia permanentes atualizações sem mexer radicalmente em suas formas básicas.
Como se pode notar, o marketing da Willys era muito criativo, e enfatizava algumas das muitas qualidades que o carrinho possuía - como, por exemplo, o reduzido raio de giro.

Nos EUA o Gordini chegou a dar origem a uma versão elétrica! Confira essa matéria que publiquei neste blog em http://blogdogordini.blogspot.com.br/2016/08/henney-kilowatt-o-dauphine-eletrico_52.html

Quando a Volkswagen ofereceu como opcional o teto solar no Fusca, o máximo que obteve foi o apelido "Cornowagen" que inviabilizou a proposta. Mas nos EUA - e só lá - o Gordini foi oferecido com teto solar retrátil de fábrica.  
O Gordini era um carro compacto e nem de longe poderia concorrer no segmento de carros de luxo. Mas ainda assim chegou a ser oferecido um kit continental posicionando o estepe na traseira. Estranho, sem dúvida, mas o modelo chama a atenção e o exemplar abaixo encontra-se no Brasil. Confira e deixe sua opinião.

Para finalizar, a "cereja do bolo": um Dauphine utilizado pela Polícia! A viatura deve ter sido utilizada em perseguição a fugitivos pilotando Fuscas 1.100 ou 1.200, Citroën 2 CV, Gogo Mobil, Isettas e outros carrinhos com motor mais fraco...

terça-feira, 17 de abril de 2018

DESENHOS E CHARGES DE DAUPHINES E GORDINIS - PARTE 3

Está cada dia mais difícil encontrar desenhos e charges de Dauphines e Gordinis, além dos que já postei aqui no blog há alguns meses (consulte o HISTÓRICO DO BLOG - canto direito da tela inicial).

Então, se você possui alguns desenhos ou charges e quiser compartilhar, envie para mim: aeferreira@hotmail.com

Segue abaixo a pequena "safra" que compõem este "Parte 3":


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domingo, 1 de abril de 2018

ADRIANO ESTEVES FERREIRA - COLEÇÃO DE GORDINIS

Não sou rico, mas isso não me impediu de comprar um Gordini "de verdade" há 3 anos. Tudo bem que se passaram longos 55 anos até alcançar o objetivo, mas o importante é que consegui realizar esse antigo sonho. Antes, tive que me contentar com as miniaturas, começando pelo Renault Dauphine cor creme (da Ixo - Del Prado, adquirido em uma banca de revistas em Brasília, há cerca de 15 anos). 
Depois, quando já estava morando em Curitiba, foi com muita emoção que adquiri o Dauphine cor verde claro na escala 1:18 (NOREV). Custou caro à beça, na época. 
Mais adiante meu irmão Arlindo me presenteou com um Dauphine cor cinza/bege claro, da coleção "HISTÓRIA DOS CARROS BRASILEIROS" promovida pelo Jornal Extra, do RJ. Esse Dauphine foi repintado e hoje é o exemplar na cor vermelha das fotos abaixo. 
O quarto exemplar é o Gordini, cor cinza claro com proteção acrílica (ele é parte da coleção "CARROS INESQUECÍVEIS DO BRASIL" - www.planetadeagostini.com.br ).
Há 2 anos, no meu aniversário, meu amigo Luiz Lara me presenteou com o quinto exemplar, o Gordini cor cinza claro (o que está fora da proteção acrílica) e que também faz parte da coleção "CARROS INESQUECÍVEIS DO BRASIL". Esse eu pretendo mandar pintar da mesma cor do meu Gordini "de verdade" e ele vai ficar sobre o painel do carro...
O sexto exemplar é o modelo 1093 cor dourada, também da coleção "CARROS INESQUECÍVEIS DO BRASIL"
Finalmente, em 31/3/2018 adquiri o sétimo e o oitavo exemplar (verde e azul) na loja ESPAÇO DIECAST ( www.espacodiecast.com.br ) que esteve presente ao evento "OLD & LOW CAR- CURITIBA", no Centro de Exposições "Expo Renault Barigui", no Parque Barigui. Ambos são customizações a partir da miniatura de cor cinza da coleção "CARROS INESQUECÍVEIS DO BRASIL"
E aí, gostaram? Pretendo continuar adquirindo outras miniaturas de Dauphine, Gordini, 1093 ou Teimoso, preferencialmente na escala 1:43, de metal e se possível de cores diferentes das acima. Se alguém tiver alguma para vender ou puder me indicar um site com preços "civilizados", favor avisar-me enviando mensagem para aeferreira@hotmail.com     

domingo, 25 de março de 2018

DAUPHINE E GORDINI - FIM DE LINHA OU UM LONGO RECOMEÇO

Uma das coisas que mais "dói" em uma pessoa que curte carros antigos é ver o objeto dos seus sonhos abandonado no meio do mato ou em algum ferro-velho, sendo gradualmente destruído pela ferrugem. Quando as suas partes "aproveitáveis" são removidas, resta apenas apenas o esqueleto inservível que será gradualmente destruído pela natureza ou pelas fornalhas.
Alguns poucos serão levados para oficinas e restaurados, mas todos sabemos como sai caro e é difícil restaurar um.
Para quem tem estômago fraco ou coração sensível demais, recomendo cautela porque as imagens abaixo poderão causar bastante incômodo...

GORDINIS PERSONALIZADOS - PARTE 27

Desta vez consegui reunir 3 exemplares de Dauphine e Gordini conversíveis, com a opção de 2 e 4 portas. Qual o seu favorito?