Já vi diversos carros antigos (alguns nem tanto assim) com a pintura original já castigada por décadas de existência.
Os mais puristas preferem deixar assim, mas eu prefiro uma pintura reluzente, se possível na cor original. Não sendo possível - como é o caso do meu Gordini - que seja uma cor bonita.
Segundo o wikipédia: "Pátina é um composto químico que se forma na superfície de um metal. Ela se forma naturalmente, pela exposição aos elementos e ao clima, ou artificialmente, com a adição de produtos químicos por artistas ou metalúrgicos.
Graças
a grande difusão de técnicas de artesanato que se autodenominam
pátinas, tomamos qualquer envelhecimento em artesanato como sendo pátina
sem o ser.
A pátina verdadeira se restringe às superfícies metálicas expostas e
pode se soltar ou não da superfície, dependendo das propriedades dos
materiais. Um dos motivos do alto apreço ao bronze, na confecção de esculturas, é que sua pátina não se solta, servindo como camada protetora. O mesmo se dá com o uso de alumínio em esquadrias para construção civil. Um bom exemplo de pátina é a superfície esverdeada chamada de azinhavre que se forma na oxidação do cobre, puro ou em misturas, como no bronze, pela ação de nitratos e acetonas. O exemplo contrário é o do ferro comum, que em contato com o clima forma um óxido
(ferrugem) que se solta, expondo novamente o metal à corrosão. Por
isso, suas superfícies devem ser protegidas com tintas ou vernizes anticorrosivos. A aplicação de produtos que transformam o ferro em aço inoxidável pode ser considerada, com alguma liberdade, um processo de patinação, formando uma superfície resistente ao tempo.
Uma vasta gama de materiais podem, pela escolha do artesão, ser
aplicados sobre a superfície dos metais, criando efeitos de cor, textura
ou brilho. Como agem basicamente por corrosão do metal, devem ser
aplicados por especialistas para atingirem o efeito desejado. Existe uma
grande gama de cores de pátinas, que vão desde o preto fosco, até o
azul brilhante, passando por diversos tons de verde, amarelo,vermelho e
castanho, que variam de acordo com a composição das soluções de
patinação e da composição do metal a ser patinado. Em alguns casos, pode
se aplicar cera ou verniz sobre a superfície para melhor conservação da
peça. As peças expostas à ação do tempo, geralmente tendem à assumir
colorações esverdeadas ou azuis, sofrendo influencia direta das
características climáticas de cada região. Em peças que ficam abrigadas
de intempéries, é usual os tons de preto, marrom e castanho encerados.
No jargão dos antiquários
e comerciantes de arte, pátina também se refere a tudo que acontece com
o objeto, como um risco no tampo de uma mesa, o craquelado numa cerâmica,
a perda de umidade numa pintura. Todos esses efeitos do tempo se juntam
à intenção do artesão para criar uma verdadeira antiguidade.
A pátina hoje é também um recurso muito utilizado na decoração
moderna, principalmente na madeira, onde se é aplicada composições em
tinta e outras substâncias para dar um efeito envelhecido à superfície.
É, inclusive, uma tendência no design de interiores, já que o “vintage”
está em alta.
Nos anos 90, muitas estruturas e residências cariocas aderiram à
técnica nas superfícies de paredes externas e internas, se diz que nessa
década a pátina artificial e moderna viveu seu auge, para depois ser
taxada de cafona. Porém, 20 anos depois, a técnica volta repaginada e
com grande força no mercado para itens de decoração e para designer de
interiores.
A técnica foi desenvolvida a fundo nos anos 90, onde muitos
decoradores, artistas e artesãos a aprenderam, hoje reinventando-a para
integrar ao moderno o estilo provençal da pátina. Tal estilo também
remete ao tempo colonial, quando muitas fazendas em suas estruturas e
móveis aplicavam várias camadas de tinta na superfície da madeira,
técnica chamada de policromia. O tempo então mesclava as camadas, as
mais externas, já danificadas e desgastadas pelo uso e pela ação do
tempo, fazendo com que a tinta base e camadas inferiores se tornassem
visíveis.
O mesmo efeito hoje é criado artificialmente, com a mesma
aplicação de duas camadas de tintas de cores diferentes, geralmente com
tons caracteristicamente pastel e tintas foscas ou sem brilho. Se usa
uma base tipicamente branca, e outra geralmente bege como pátina.
Lixa-se então última camada para reproduzir artificialmente os efeitos
do tempo, uso e danos diários. O decorador Edgard Octávio na Mostra
Artefacto de 2013 na CasaShopping, localizada na cidade do Rio de
Janeiro, afirmou que acredita que o estilo aplicado hoje remete à
elegância clássica pela aplicação da técnica da pátina provençal. Na
Ásia, atualmente a pátina se tornou uma forma de dar individualidade e
exclusividade a itens produzidos em série, enquanto, mais
especificamente em Bali, é ao mesmo tempo é uma forma de esconder
imperfeições da madeira".
Recentemente comecei a encontra, na internet, imagens de Dauphines e Gordinis "com "pátina".
Examinem os dois exemplares abaixo e digam se vocês preferem o seu Gordini "com pátina" ou "repintado".
Abaixo, Gordini "sem pátina":